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Fevereiro quente e com chuva abaixo da média na cidade de Bauru
Primeira semana de março com tempo instável
02/03/2021

Fevereiro de 2021 apresentou um padrão típico da estação do verão, com tardes quentes e com pancadas de chuva, algumas intensas e que provocaram alguns transtornos na cidade de Bauru. Contudo, o mês terminou com o acumulado mensal de chuva (169,9 mm) abaixo da média climatológica (211 mm), indicando que choveu o equivalente a 81% da média esperada para o mês. Tal fato foi justificado pela distribuição da chuva bastante irregular ao longo do mês, pois foram computados vários dias sem registro de chuva na cidade e ainda, pelos baixos volumes de chuva ocorridos, com exceção de três dias que se destacam pelos valores significativos computados no início, meio e no último dia do mês. No dia 02/02 foram registrados 36,8 mm, 73,4 mm no dia 14/02 (chuva mais intensa) e 30,7 mm no dia 28/02, conforme visto na figura acima.

 

As chuvas registradas no estado de São Paulo, foram provenientes principalmente de algumas passagens de frentes frias pelo litoral, pela convergência de umidade oriunda do centro-norte do país e pela formação de áreas de instabilidade decorrentes da combinação do ar quente e úmido, que provocaram alguns temporais, típicos do verão, com chuvas fortes, trovoadas, descargas elétricas, rajadas de vento e as vezes, queda de granizo.

 

A curva da temperatura máxima diária apresentada na figura acima, mostra que em fevereiro as temperaturas superaram aos 30°C na maioria dos dias do mês e os extremos de temperatura máxima chegaram a 34,8°C no dia 03/02 e a 34,7°C no dia 23/02.

 

Por sua vez, o mês de março começa com temperaturas mais amenas e com condição de instabilidade em grande parte do estado de São Paulo, com chuvas mais intensas ocorrendo principalmente, entre a tarde e à noite, durante a semana. Contudo, a climatologia do mês indica a redução da chuva, já que se inicia o outono no dia 20/03, às 6h38. Por ser uma estação de transição entre o período chuvoso e seco, a expectativa é que essa transição permita condição atmosférica favorável a volumes de chuvas mais significativos no interior e frentes frias mais ativas no litoral.

 

Elaboração:
Met. Zildene P. O. Emídio
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